Resenha: Sangue Quente

Terminei de ler o livro Sangue Quente do autor Isaac Marion publicado Brasil pela Editora Leya.

 

Vamos à sinopse: “R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Ele perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade.

Ele não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.”

A primeira coisa que eu pensei quando li o começo desta sinopse foi: Nossa, um livro contado pela visão de um zumbi! Que maneiro!

Em seguida li a parte do romance e pensei: Putz!

Admito que fiquei com medo de ser uma versão zumbi de Crepúsculo. Não que eu não goste de Crepúsculo, pelo contrário, eu gosto muito. Mas tenho noção de que se fosse só um romance o livro não me traria nada de novo.

Sabe, eu sempre gostei desses enredos pós-apocalípticos, pois gosto muito de analisar a sociedade como um todo, gosto de observar como somos frágeis e inúteis quando nos tiram as esperanças e não nos restam mais nada.

“Quando o mundo inteiro é construído com horror e morte, quando a existência é um estado constante de pânico, é difícil ficar preocupado com uma coisa só. Os medos específicos se tornaram irrelevantes. Nós os substituímos por um cobertor sufocante muito pior.”

Em Sangue Quente pude observar tudo isso acontecer pelo olhar enevoado de um morto-vivo chamado R, cuja “vida” se tornou simples quando não se prendia mais ao “sistema”, quando seguia um dia após o outro sem deveres para com a sociedade e sem esperar nada em troca.

Mas apesar de ser, incrivelmente, fácil de “viver” R se sentia perdido buscando conhecer a pessoa que um dia ele foi e motivado por buscar relações humanas a muito esquecidas.

O mais legal e instigador em Sangue Quente, foi poder enxergar os acontecimentos como se eu estivesse do outro lado. Vê como eles levam a sua morte e como são os seus dias. Eu pude ver um pouco disso no filme ‘Terra dos Mortos’, quando um grupo de mortos-vivos vive em sociedade num bairro residencial, como se a vida continuasse normal, conversando com vizinhos enquanto outros aparavam a grama com cortador.

Sangue Quente me deu uma visão ainda maior do que é ser um zumbi sem ser.

Quando o assunto era zumbis, eu sempre torci pelas pessoas, para que se salvassem, para que não permitissem serem devorados vivos, dando tiros e decepando o maior número de cabeças de mortos-vivos que fossem possíveis.

Após conhecer R, compartilhar de seus pensamentos, presenciar sua dificuldade em formular palavras, sentir seus anseios por respostas querendo saber como ele se tornou o que é e até quando permanecerá na terra, fez de mim uma fanática por zumbis um pouco diferente. Não que eu vá ficar feliz quando me deparar com um, se um dia isso acontecer…. rs. Mas agora olho com outros olhos esses seres obscuros.

Não posso esquecer de comentar, é claro, de como R consegue ser gentil e totalmente expressivo.

Apesar do preconceito de muitos com relação a “amores estranhos” vale à pena ler Sangue Quente. Pois, o livro vai muito além do romance em si.

A cada página, Marion, me prendeu de tal forma que não consegui desviar os olhos da leitura fiquei até mesmo, como disse Stephenie Meyer, pensando na história muito tempo depois de ter acabado de ler o livro.

Para quem é fã de Zumbis e gosta do gênero terror esse livro é uma boa dica de leitura e para quem não gosta, vale à pena ler e se surpreender, quem sabe até mudar opinião.

No cinema o filme de SANGUE QUENTE já está garantido.

Segundo o Omelete a produtora Summit Entertainment divulgou que a atriz Teresa Palmer (O Aprendiz de Feiticeiro) se junta a Nicholas Hoult (X-Men: First Class) no elenco de Sangue Quente (Warm Bodies) a direção e o roteiro ficará nas mãos de Jonathan Levine (The Wackness).

Para quem ainda não viu, este é o Book Trailer de Sangue Quente feito pelo escritor do livro, Isaac Marion.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=OBBM4EcbALk]

Livro: Sangue Quente

Autor: Isaac Marion

Editora: Leya

Páginas: 256

=D

{lang: 'pt-BR'}

2 ideias sobre “Resenha: Sangue Quente

  1. Pingback: Liberada a primeira imagem de SANGUE QUENTE | livroscinemaecia

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