Resenha: Noite Eterna

Sinopse: O aguardado desfecho da Trilogia da Escuridão, do premiado cineasta Guillermo Del Toro em parceria com Chuck Hogan, chega às mãos dos leitores em “Noite Eterna”.

Já se passaram dois anos desde que a epidemia de vampiros se espalhou pelo globo, e agora toda raça humana encontra-se à beira da aniquilação. Enquanto o inverno nuclear cai sobre a Terra e o sol infiltra-se apenas por duas horas a cada dia na atmosfera envenenada do planeta, a noite eterna persiste e o ambiente é perfeito para a propagação da peste. (…)”

Quando terminei de ler o segundo livro – A Queda – fiquei chocada com o final. Pois, simplesmente, queria continuar a leitura e não podia. O livro terminou de uma forma totalmente agoniante que eu precisava saber desesperadamente o que acontecia com os personagens.

Bom, quando finalmente tive em minhas mãos o último livro da trilogia da Escuridão – Noite Eterna – devorei-o rapidamente… quero dizer, li-o rapidamente. =)

O livro dá um pulo de 2 anos na história, o que é muito bom, porque dessa forma, sentimos os efeitos de um futuro devastador, após o surgimento desses seres malignos que se apossaram do planeta.

Todo o lado sombrio e opressor presente nos dois primeiros livros, está ainda pior em ‘Noite Eterna’.

A raça humana foi sobrepujada por uma raça “superior”. Vivemos em um mundo onde somos tratados da mesma forma em que criamos os animais no qual, hoje, nos alimentamos. Toda uma civilização presa para ser utilizada em um único propósito: acabar com a fome da nova raça que caminha sobre esta terra.

Além de toda tristeza e falta de esperança, a resistência humana continua ativa, se mantendo viva, lutando por um futuro em um planeta, que até então, encontra-se devastado.

Vale ressaltar, que o final do livro nos deixa com uma sensação de vazio e descrença de que o livro, realmente, chegou ao fim. Cheguei a cogitar a hipótese, um pouco antes do desfecho final, que talvez houvesse um quarto livro que eu desconhecesse, tamanha a sensação de “não é possível que o final esteja mesmo nessas páginas!” Mas acreditem, o final estava mesmo naquelas páginas…. e mesmo, não sendo o tipo de final que eu esperaria, não fiquei chateada.

A leitura desta série foi maravilhosa. Lia o livro roendo as unhas e sempre apreensiva, querendo saber o que aconteceria nas páginas seguintes.

Espero que vocês também curtam este livro, assim como eu curti!

Ps: Mas não se esqueçam, esse livro trata-se de um 3º volume de uma trilogia. Então, leiam os primeiros dois livros antes de pegar nas mãos o Noite Eterna… ok?

Boa leitura a todos!

Livro: Noite Eterna – Trilogia da Escuridão
Autores: Guillermo Del Toro e Chuck Hogan
Editora: Rocco
Páginas: 414

{lang: 'pt-BR'}

Resenha: A Culpa é das Estrelas

“Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dar a promessa de viver mais alguns anos – , o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.”

A Culpa é das Estrelas é singelo, comovente e brutal.

Após terminar a leitura, não consegui me concentrar em muita coisa. Só fiquei sentada durante um tempo, olhando para as paredes, para o teto, para o nada… absorvendo a simplicidade de uma história que me prendeu do início ao fim.

O que mais me tocou na escrita deste livro é o modo como o autor trata um assunto tão pesado com tamanha leveza. Trechos de humor e melancolia preenchem essas páginas de uma forma tão completa que nos faz esquecer o mundo a nossa volta.

Nossa protagonista é uma adolescente como qualquer outra, gosta de ficar na internet, ler, passear. Mas ela se diferencia não só por possuir uma doença que a consome dia após dia, mas também por ser engraçada e irônica apesar de enfrentar um câncer que a levará um dia embora para longe de seu pais, amigos e do mundo como ela conhece.

Apesar de aceitar sua morte com bravura, ela se preocupa com seus pais e a forma como enfrentarão sua ausência.

“Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.” Pág.15

As frases e pensamentos de ‘A Culpa é das Estrelas’ são realmente fantásticos. São tantas citações dignas de destaque que fica difícil escolher. Outra, que gostei muito, e nos faz refletir (ao menos, me fez refletir) foi esta aqui:

“Crianças com câncer são, no fundo, efeitos colaterais da mutação incessante que tornou a diversidade da vida na Terra possível.”Pág.50

Admito que demorei um pouco pra mergulhar nesta leitura, mas confesso que quando mergulhei, me entreguei por completo e de tal forma, que sinto como se conhecesse muito bem cada personagem ao ponto de me ver  sozinha e vazia ao término do livro.

É realmente, “você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais” depois que acabar.

Me desculpem, por não escrever uma resenha muito grande, até talvez, por não usar as palavras certas que expressem o quanto esse livro é bom. Mas, eu continuo com a minha meta de fazer resenhas sem dar spoilers e acabar com a graça de quem ainda não leu.

Espero de verdade, que vocês leiam ‘A Culpa é das Estrelas’, pois cada linha deste livro, na minha humilde opinião, foi pra mim, uma experiência muito boa.

Livro: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 283

{lang: 'pt-BR'}

Resenha: Dezesseis Luas

“Em Gatlin não havia surpresas.
Pelo menos era isso que eu achava…
Só que eu não poderia estar mais errado. Havia uma maldição. Havia uma garota. E, no fim, havia um túmulo. Mas vamos por partes.
Quando Lena chegou a Gatlin, eu só tinha certeza de uma coisa: ela não se parecia com ninguém que o pessoal daqui já vira. E as diferenças não estavam apenas na aparência, mas isso eu só descobri depois. Ela era a mais nova gata da escola, mas só que, infelizmente, morava com o tio em Ravenwood – leia-se “o recluso da cidade” na “casa mal-assombrada”.
E ainda assim eu não conseguia desgrudar os meus olhos dela. Ela era linda. E diferente. E de fora. Eu tinha certeza de que já tínhamos nos encontrado antes, talvez nos sonhos. É, sei que parece idiota, mas eu vinha sonhando com alguém há tempos, alguém que eu não conhecia, alguém que, no sonho, precisava ser salva ou tipo isso.
Antes de Lena eu estava contando os meses para deixar Gatlin, suas fofocas, seus preconceitos e encenações da Guerra Civil. Agora era diferente, havia Lena, e havia algo entre nós, uma atração que eu não conseguia explicar. Eu precisava conhecê-la melhor e entender o que eu estava sentindo. Mas para isso, eu precisava me aproximar.
E, no caminho, me aproximar do seu tio com fama de louco; Amma nossa governanta supersticiosa, que tinha praticamente me criado; meu pai, que desde a morte da minha mãe só ficava trancado no escritório “trabalhando”; meus amigos e inimigos; as garotas populares da escola…
Pois é, e ainda havia o segredo, o tipo de segredo que não ficaria oculto por muito tempo em um lugar como Gatlin, um tipo de segredo que pode mudar tudo à sua volta…”

Como se pode perceber, o livro é narrado em primeira pessoa por um menino! Isso mesmo o protagonista dessa história é Ethan, um jovem de 16 anos, que nasceu e viveu sua vida inteira em uma cidade pacata, cheia de tradições e costumes. Aquele tipo de cidade pequena onde todo mundo conhece todo mundo. E isso não é bom!

A história possui altos e baixos em sua narrativa que ainda assim, prende o leitor do início ao fim.

Não preciso dizer muita coisa, pois a sinopse acima, feita por nosso personagem principal, resume bem o conteúdo literário. Mas ressalto que o que eu mais gostei em Dezesseis Luas é o fato de finalmente o melodrama sentimental e confuso na vida de um adolescente “comum” é narrado por um personagem masculino. Todo o mistério de Dezesseis Luas fica ainda mais envolvente quando lemos o que passa pela cabeça de Ethan Wate!

Espero que vocês curtam a leitura! =)

E depois corram para curtir o filme que já foi lançado nos cinemas e em breve estará nas lojas.

Livro: Dezesseis Luas
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
Editora: Galera Record
Páginas: 488

{lang: 'pt-BR'}

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

As Vantagens de Ser Invisível é um estilo de livro juvenil, mas que aborda assuntos um tanto quanto sérios demais.

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

Charlie, nos mostra que está oprimido entre várias sensações e descobertas da adolescência. Na escola enfrenta problemas de reclusão até fazer amizade com Sam e Patrick, que ele considera os melhores amigos do mundo. Aos poucos a vida do nosso protagonista vai mudando, ao mesmo tempo em que outros problemas vão surgindo.

O livro é totalmente singelo e tocante.

Em todas as crises de choro e a agonia vivida por Charlie, faz com que nos transportemos para dentro de seus problemas. Que apesar de parecerem pequenos, são maiores do que se imagina.

Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a este amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Muitas frases cheias de significados são ditas por esse adolescente que parece bem mais velho do que realmente é. Coisas simples, mas que mexem com a gente durante a leitura.

Um dos trechos que eu li e realmente me tocou foi este:

“Quando estava indo pra casa, só conseguia pensar na palavra “especial”. E pensei que a última pessoa que me disse isso foi a tia Helen. Foi muito bom ter ouvido isso novamente. Porque acho que todos nós esquecemos às vezes. E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso.”

Porque se pararmos pra pensar, quantas vezes você fala para as pessoas que são importantes em sua vida o quanto elas são especiais? O quanto usamos a palavra especial afinal? Foi isso que me emocionou, porque é uma palavra tão simples e que ilumina qualquer pessoa que a ouve.

Agora, se eu pudesse definir esse livro com uma única frase esta seria:

“Me sinto infinito”.

Porque com Charlie eu entendi o que isso significa.

Se sentir infinito é se sentir no máximo da vida, em um momento onde tudo é possível, mesmo que nada demais tenha acontecido. É se sentir pleno e perfeito ao mesmo tempo, mesmo que seja por, apenas, um instante.

A história do livro transcorre durante a década de 90, mas poderia ser contada em qualquer época, pois os dramas e as reflexões são completamente atemporais.

Bom, eu gostei muito do livro e espero que vocês gostem. =D

Livro: As Vantagens de Ser Invisível
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco – Jovens Leitores
Páginas: 223

{lang: 'pt-BR'}

Resenha: Os Coletores

“Um novo amanhã chegou para todos. Graças à milagrosa tecnologia dos artiforgs, você poderá ter acesso a quaisquer órgãos artificiais de que seu corpo precise. Praticamente indestrutíveis, essas pequenas maravilhas de metal e plástico são muito mais confiáveis e eficientes do que os rins falíveis e os pulmões facilmente sujeitos a câncer com que você nasceu – e a Credit Union terá o maior prazer em proporcionar a você um sistema de pagamento viável. Só é importante que, se você cair em inadimplência, um dos dedicados profissionais da companhia lhe fará uma rápida visita, extrairá o produto e o levará de volta imediatamente. Fígado, coração, rim, pulmão, pâncreas, o que seja.”

Os coletores é um livro com uma temática diferente e muito interessante. Imagine viver no futuro onde todos os órgãos poderão ser substituídos por máquinas que duram 200 anos ou mais. E mesmo assim, imagine acabar morrendo por conta de uma simples falta de pagamento? Pois é, se você não pagar o financiamento do seu coração, rim, bexiga etc. infelizmente a cobrança chega sem perdão pelos coletores responsáveis das marcas de seus órgãos adquiridos, e você pagará com a própria vida!

Na história conhecemos mais a fundo a vida de um dos coletores da organização The Union. Desde como ele conseguiu esse emprego ao seu dia a dia arrancando das pessoas aquilo que elas não podem pagar. A narrativa é contada em tempos diferentes, em forma de carta lembrando do passado e voltando ao presente e vice e versa, mas com um texto muito bem estruturado pelo autor Eric Garcia.

A leitura flui fácil e sem enrolação, o que é muito bom pra matar as nossas curiosidades.
O livro Os Coletores é recheado de cenas (na minha cabeça) fortes e de bastante impacto, ao mesmo tempo que é delicado e humano com lições sobre a vida e a morte.

“-Filho – ele disse -, nessa vida você vai trabalhar e se divertir. E quando os últimos dias chegarem, você vai olhar pra trás e descobrir que a vida foi apenas uma infinita sucessão de dias que remontam até a data de hoje. Mas se conseguir descobrir o que deve fazer da vida, aquilo que torna você quem você é, então provavelmente o jogo está vencido. Eu não descobri. A maioria dos homens não descobre. Você também não deve conseguir, mas o importante é tentar e jamais desistir, mesmo quando achar que está tudo acabado. Entendeu, filho?”

Achei interessante, também, o fato do autor pôr no final do livro como durou esse processo de escrita e também o de adaptação do livro para as telonas.

Eu ainda não assisti ao filme, mas logo o farei!

Espero que tenham gostado da resenha!

Até a próxima =)

Livro: Os Coletores
Autor: Eric Garcia
Editora: Suma de Letras
Páginas: 271

{lang: 'pt-BR'}