‘E-books são primeiro passo de uma grande revolução’

(Thinkstock)

Garret Kiely comanda a maior editora universitária dos Estados Unidos, a da Universidade de Chicago, que publica em média 300 títulos por ano, edita 60 periódicos especializados e emprega 250 pessoas. À frente de seus concorrentes, Kiely aceitou prontamente o desafio de incorporar aos negócios os avanços tecnológicos dos últimos anos. Praticamente todos os lançamentos da editora podem ser adquiridos no formato tradicional, o papel, ou no digital, o e-book. Além disso, a comunidade da editora nas redes sociais é fiel e ativa. “Hoje, esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores”, diz Kiely. Ele compara a atual mudança à revolução protagonizada pelos tipos móveis de Gutenberg, que no século XV permitiram que os livros fossem produzidos em larga escala, ampliando o acesso de homens e mulheres à cultura escrita. “O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento.” Nesta semana, Kiely visita o Brasil pela primeira vez. Ele participa em São Paulo do Simpósio Internacional de Livros e Universidades, organizado pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) para celebrar os 50 anos da instituição, a maior do gênero no país. Confira a entrevista que o americano concedeu ao site de VEJA:

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A digitalização reduz os custos de produção dos livros, tornando-os mais acessíveis aos leitores. Isso também acontece com os livros das editoras universitárias? De certo modo, não. Diferentemente das outras editoras, as universitárias têm um foco muito claro na qualidade do material que é editado. Aqui em Chicago, por exemplo, todos os nossos livros são revisados pelo corpo docente da universidade. Esse tipo de investimento em qualidade custa muito caro e ele não ficará mais barato com as novas tecnologias porque, de certo modo, não dependente delas. De qualquer forma, nossa meta é oferecer preços que possam ampliar o acesso aos nossos livros.

De que forma, então, o livro digital e as novas tecnologias afetam a sua editora? Desde o surgimento das novas tecnologias, a Editora da Universidade de Chicago abraçou as inovações em todas as áreas do nosso trabalho. Por exemplo: quase todos os nossos novos livros estão disponíveis no formato digital. Apenas os livros que contêm muitas ilustrações ainda não estão na plataforma digital, mas já estamos trabalhando para que isso também seja possível. Todos os nossos periódicos já estão no formato digital e trabalhamos em parceria com uma livraria digital. Além disso, nossos perfis nas redes sociais (Twitter, Facebook e Tumblr) têm centenas de seguidores devotos. Acreditamos que esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores.

Os tipos móveis de Gutenberg permitiram, no século XV, que um livro fosse reproduzido em larga escala, revolucionando o acesso à informação e ao conhecimento. É possível estabelecer um paralelo entre aquele evento e a popularização do livro digital hoje? Eu acredito que estamos perto de uma nova revolução. O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento. Apesar de todas as recentes invenções e descobertas, ainda fazemos algumas coisas da mesma maneira que fazíamos há 500 anos. Nós, enquanto editoras, precisamos olhar além do livro e do periódico tradicional para que nosso produto tenha mais valor para os consumidores. Se não fizermos isso, outras empresas o farão e perderemos nosso público para a concorrência.

As universidades estão transformando sua maneira de ensinar com a ajuda da internet. Plataformas on-line permitem que estudantes de diversos países tenham acesso a aulas ministradas em Harvard ou Yale. Como essa mudança afeta as editoras universitárias? Concordo que existe uma grande mudança em curso. Essas plataformas são um desafio para a ideia tradicional de universidade que construímos ao longo dos anos. Apesar de ainda ser muito cedo para prever aonde essas mudanças nos levarão, é um bom momento para as editoras identificarem como elas podem usar toda a sua experiência para desenvolver e organizar conteúdos para esse novo meio. É onde temos que focar nossos esforços agora.

Os livros digitais e as publicações on-line incomodam autores pela facilidade com que esses conteúdos podem ser reproduzidos ou modificados. Como os autores acadêmicos têm reagido ao avanço dos meios digitais? Essa é uma questão interessante. Se, por um lado, a internet permitiu que periódicos e livros estivessem mais disponíveis do que nunca, por outro, os direitos autorais são muitas vezes desprezados. Andamos sob uma linha muito tênue porque queremos que nossos livros sejam mais e mais lidos, mas mantemos nossa patrulha para evitar abusos que o meio digital proporciona. Com o tempo, tanto as editoras como os leitores estarão mais educados sobre o que pode e o que não pode na internet. Mas, sem dúvida, vejo grandes desafios – e oportunidades – pela frente.

Com todas essas transformações acontecendo, o papel da editora universidade universitária se altera? As novas mídias permitem que o conhecimento produzido na universidade seja cada vez mais compartilhado e assim alcance mais e mais pessoas. Acredito que o papel das editoras universitárias seja fazer com que, de fato, o conhecimento chegue a essas pessoas.

O senhor trabalha há quase três décadas com a publicação de livros. O que o prende a essa profissão? Para mim, trabalhar em uma editora é mais que uma profissão. É a oportunidade de se conectar ao que está acontecendo no mundo. Eu gosto de pensar que, seja lá o que estiver se passando, nós sempre teremos um livro sobre isso ou veremos o acontecimento como uma oportunidade de publicar um novo livro. Especificamente sobre editoras universitárias, temos a chance de oferecer conhecimento e influenciar estudantes e pesquisadores de diferentes gerações. Isso é algo realmente extraordinário.

Publicado na Veja.com

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O leitor mais famoso do Brasil garante: não há idade para se apaixonar pelos livros

Dono da maior biblioteca particular da América Latina, o empresário José Mindlin é uma das raras pessoas no mundo que ganharam fama por causa da paixão por livros. Ele calcula já ter devorado cerca de 7 mil obras literárias ao longo de seus 93 anos de vida. E, mesmo com a visão enfraquecida pela idade, não cogita abandonar esse prazer. Prepara-se para começar a sexta leitura dos sete volumes de Em Busca do Tempo Perdido (Ed. Jorge Zahar), clássico do francês Marcel Proust. E conta com a ajuda de bibliotecários, que lêem em voz alta para ele.

Como levar um adulto a adquirir o hábito da leitura?
JOSÉ MINDLIN Não há uma receita infalível. Em primeiro lugar, é fundamental facilitar o acesso das pessoas a livros. O bibliotecário tem um papel importante, mas o rádio e a TV precisam fazer mais programas sobre livros.

Transformar crianças em leitores é mais fácil?
MINDLIN O adulto que nunca leu é praticamente uma criança. O caminho é dar a ele um livro bem ilustrado. Uma adaptação de Os Três Mosqueteiros, por exemplo, seria um ótimo começo.

Sempre é tempo de incentivar a leitura?
MINDLIN Sim. Ler é uma questão de catequese, e quem não lê nunca saberá o que está perdendo. O gênero literário é irrelevante. O importante é criar o hábito.

Mesmo que sejam livros de auto-ajuda, por exemplo?
MINDLIN Confesso que tenho certo preconceito com esse tipo de leitura, porque acho que esses livros acabam funcionando como uma bengala. Se precisar, tudo bem, desde que não se leia apenas isso. A boa leitura provoca a imaginação, desperta o sonho, coisas que essas obras não proporcionam.

Ler uma história em voz alta é uma boa forma de incentivar a leitura também para adultos?
MINDLIN O contador de histórias ainda é muito válido, nunca vai desaparecer. O livro une as pessoas. E a poesia, por exemplo, é ideal para ser lida em voz alta.

Qual obra o senhor indicaria para quem quer se iniciar nos prazeres da leitura?
MINDLIN Eu tinha um motorista que costumava me esperar horas a fio enquanto eu estava em reuniões. Um dia, perguntei-lhe por que não usava aquele tempo para ler, mas ele não soube responder. Dei a ele O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo. E ele virou leitor.

* José Mindlin faleceu em 28 de fevereiro de 2010

Essa entrevista foi feita pela Editora abril e divulgada no site Nova Escola

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Episódios II e III de ‘Star Wars’ em 3D estreiam em 2013 nos cinemas

Hayden Christensen e Natalie Portman em 'Guerra nas estrelas - Episódio II: O ataque dos clones' (Foto: Divulgação)

A empresa Lucasfilm, criada por George Lucas, anunciou nesta segunda-feira (27) através da página de Facebook de “Star Wars” a estreia em 2013 das versões em 3D dos episódios II e III da saga.

“Guerra nas estrelas: Episódio II – O ataque dos clones” chegará aos cinemas dos Estados Unidos em 3D no dia 20 de setembro do ano que vem, e sua continuação, “Guerra nas estrelas: Episódio III – A vingança dos Sith”, estreará semanas mais tarde, no dia 11 de outubro.

O estúdio Fox se encarregará da distribuição dos filmes depois da boa recepção que teve neste ano o lançamento no formato estereoscópico do primeiro capítulo da famosa saga, “Guerra nas Estrelas: Episódio I – A ameaça fantasma”.

Essa versão arrecadou US$ 43,5 milhões nos EUA e US$ 59,3 milhões no resto do mundo, um número notável levando em conta que se trata de um filme que estreou originalmente em 1999, naquela ocasião em 2D.

Fonte: G1

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The Walking Dead pode virar filme

O canal pago AMC está considerando a ideia de realizar um filme baseado na série de TV The Walking Dead. Ainda não foi informado se o filme terá alguma ligação com a série ou se será um spin-off*. As informações são do site Bloody-Disgusting.

Segundo a fonte, o filme deve ser lançado somente após o término da terceira temporada, para que a história se encaixe com o início da quarta temporada e isso deve ocorrer em 2013.

The Walking Dead é baseado na HQ de mesmo nome, criada em 2003 por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

A série narra a história de um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo atingido por um apocalipse zumbi.

*Spin-off: termo utilizado para indicar uma franquia criada a partir de uma outra, ou ainda, títulos da mesma franquia, mas com histórias ou até personagens diferentes, tendo relação parcial ou nula com o outro.

Texto: Rafael Azedo (Cinema10)

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Começa nesta quarta no DF mostra de filmes espanhóis de terror

Começa nesta quarta-feira (15), em Brasília, a 3ª Edição da Mostra de Cinema Fantástico e de Terror Espanhol. Com o tema “Terror Pop”, o evento exibirá, até sábado (18), quatro filmes produzidos na Espanha entre as décadas de 1960 e 1970.

Trecho de 'Drácula contra Frankenstein'; no filme, doutor Frankenstein ressuscita o vampiro com o sangue de uma cantora (Foto: Instituto Cevantes/ Divulgação)

As exibições ocorrerão no Espaço Cultural Instituto Cervantes (707/907 Sul), sempre às 19h30, com entrada franca. Os filmes têm legenda em português. Com exceção do filme de quarta-feira, “Pânico no Transiberiano”, com classificação indicativa de 13 anos, todas as outras produções são recomendadas para maiores de 18 anos.

Os filmes exploram o gênero fantástico e possuem narrativas que passam por Drácula, Frankenstein e lobisomem. Entre os diretores que terão espaço na mostra, estão Jesús Franco e Armando de Ossorio.

Programação

Quarta-feira (15): “Pânico no Transiberiano” (Eugenio Martín, 1972, 87 min.).
Classificação indicativa: 13 anos.

Quinta-feira (16): “Drácula contra Frankenstein” (Jesús Franco, 1971, 85 min.)
Classificação indicativa: 18 anos.

Sexta-feira (17): “A marca do lobisomem” (Enrique López Eguíluz, 1968, 88 min.)
Classificação indicativa: 18 anos.

Sábado (18): “O ataque dos mortos sem olhos” (Armando de Ossorio, 1973, 91 min.)
Classificação indicativa: 18 anos.

Fonte: G1

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