Resenha: Dezesseis Luas

“Em Gatlin não havia surpresas.
Pelo menos era isso que eu achava…
Só que eu não poderia estar mais errado. Havia uma maldição. Havia uma garota. E, no fim, havia um túmulo. Mas vamos por partes.
Quando Lena chegou a Gatlin, eu só tinha certeza de uma coisa: ela não se parecia com ninguém que o pessoal daqui já vira. E as diferenças não estavam apenas na aparência, mas isso eu só descobri depois. Ela era a mais nova gata da escola, mas só que, infelizmente, morava com o tio em Ravenwood – leia-se “o recluso da cidade” na “casa mal-assombrada”.
E ainda assim eu não conseguia desgrudar os meus olhos dela. Ela era linda. E diferente. E de fora. Eu tinha certeza de que já tínhamos nos encontrado antes, talvez nos sonhos. É, sei que parece idiota, mas eu vinha sonhando com alguém há tempos, alguém que eu não conhecia, alguém que, no sonho, precisava ser salva ou tipo isso.
Antes de Lena eu estava contando os meses para deixar Gatlin, suas fofocas, seus preconceitos e encenações da Guerra Civil. Agora era diferente, havia Lena, e havia algo entre nós, uma atração que eu não conseguia explicar. Eu precisava conhecê-la melhor e entender o que eu estava sentindo. Mas para isso, eu precisava me aproximar.
E, no caminho, me aproximar do seu tio com fama de louco; Amma nossa governanta supersticiosa, que tinha praticamente me criado; meu pai, que desde a morte da minha mãe só ficava trancado no escritório “trabalhando”; meus amigos e inimigos; as garotas populares da escola…
Pois é, e ainda havia o segredo, o tipo de segredo que não ficaria oculto por muito tempo em um lugar como Gatlin, um tipo de segredo que pode mudar tudo à sua volta…”

Como se pode perceber, o livro é narrado em primeira pessoa por um menino! Isso mesmo o protagonista dessa história é Ethan, um jovem de 16 anos, que nasceu e viveu sua vida inteira em uma cidade pacata, cheia de tradições e costumes. Aquele tipo de cidade pequena onde todo mundo conhece todo mundo. E isso não é bom!

A história possui altos e baixos em sua narrativa que ainda assim, prende o leitor do início ao fim.

Não preciso dizer muita coisa, pois a sinopse acima, feita por nosso personagem principal, resume bem o conteúdo literário. Mas ressalto que o que eu mais gostei em Dezesseis Luas é o fato de finalmente o melodrama sentimental e confuso na vida de um adolescente “comum” é narrado por um personagem masculino. Todo o mistério de Dezesseis Luas fica ainda mais envolvente quando lemos o que passa pela cabeça de Ethan Wate!

Espero que vocês curtam a leitura! =)

E depois corram para curtir o filme que já foi lançado nos cinemas e em breve estará nas lojas.

Livro: Dezesseis Luas
Autoras: Margaret Stohl e Kami Garcia
Editora: Galera Record
Páginas: 488

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Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

As Vantagens de Ser Invisível é um estilo de livro juvenil, mas que aborda assuntos um tanto quanto sérios demais.

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

Charlie, nos mostra que está oprimido entre várias sensações e descobertas da adolescência. Na escola enfrenta problemas de reclusão até fazer amizade com Sam e Patrick, que ele considera os melhores amigos do mundo. Aos poucos a vida do nosso protagonista vai mudando, ao mesmo tempo em que outros problemas vão surgindo.

O livro é totalmente singelo e tocante.

Em todas as crises de choro e a agonia vivida por Charlie, faz com que nos transportemos para dentro de seus problemas. Que apesar de parecerem pequenos, são maiores do que se imagina.

Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a este amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Muitas frases cheias de significados são ditas por esse adolescente que parece bem mais velho do que realmente é. Coisas simples, mas que mexem com a gente durante a leitura.

Um dos trechos que eu li e realmente me tocou foi este:

“Quando estava indo pra casa, só conseguia pensar na palavra “especial”. E pensei que a última pessoa que me disse isso foi a tia Helen. Foi muito bom ter ouvido isso novamente. Porque acho que todos nós esquecemos às vezes. E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso.”

Porque se pararmos pra pensar, quantas vezes você fala para as pessoas que são importantes em sua vida o quanto elas são especiais? O quanto usamos a palavra especial afinal? Foi isso que me emocionou, porque é uma palavra tão simples e que ilumina qualquer pessoa que a ouve.

Agora, se eu pudesse definir esse livro com uma única frase esta seria:

“Me sinto infinito”.

Porque com Charlie eu entendi o que isso significa.

Se sentir infinito é se sentir no máximo da vida, em um momento onde tudo é possível, mesmo que nada demais tenha acontecido. É se sentir pleno e perfeito ao mesmo tempo, mesmo que seja por, apenas, um instante.

A história do livro transcorre durante a década de 90, mas poderia ser contada em qualquer época, pois os dramas e as reflexões são completamente atemporais.

Bom, eu gostei muito do livro e espero que vocês gostem. =D

Livro: As Vantagens de Ser Invisível
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco – Jovens Leitores
Páginas: 223

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Frases de Filmes: Quatro Amigas e um Casamento

“- E então como se chama despedida de solteira sem a noiva?
– Não sei, sexta-feira?!”

“Gosto de elogiar uma mulher porque ela merece e não porque precisa de atenção.” (Quatro amigas e um casamento)

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Resenha: Os Coletores

“Um novo amanhã chegou para todos. Graças à milagrosa tecnologia dos artiforgs, você poderá ter acesso a quaisquer órgãos artificiais de que seu corpo precise. Praticamente indestrutíveis, essas pequenas maravilhas de metal e plástico são muito mais confiáveis e eficientes do que os rins falíveis e os pulmões facilmente sujeitos a câncer com que você nasceu – e a Credit Union terá o maior prazer em proporcionar a você um sistema de pagamento viável. Só é importante que, se você cair em inadimplência, um dos dedicados profissionais da companhia lhe fará uma rápida visita, extrairá o produto e o levará de volta imediatamente. Fígado, coração, rim, pulmão, pâncreas, o que seja.”

Os coletores é um livro com uma temática diferente e muito interessante. Imagine viver no futuro onde todos os órgãos poderão ser substituídos por máquinas que duram 200 anos ou mais. E mesmo assim, imagine acabar morrendo por conta de uma simples falta de pagamento? Pois é, se você não pagar o financiamento do seu coração, rim, bexiga etc. infelizmente a cobrança chega sem perdão pelos coletores responsáveis das marcas de seus órgãos adquiridos, e você pagará com a própria vida!

Na história conhecemos mais a fundo a vida de um dos coletores da organização The Union. Desde como ele conseguiu esse emprego ao seu dia a dia arrancando das pessoas aquilo que elas não podem pagar. A narrativa é contada em tempos diferentes, em forma de carta lembrando do passado e voltando ao presente e vice e versa, mas com um texto muito bem estruturado pelo autor Eric Garcia.

A leitura flui fácil e sem enrolação, o que é muito bom pra matar as nossas curiosidades.
O livro Os Coletores é recheado de cenas (na minha cabeça) fortes e de bastante impacto, ao mesmo tempo que é delicado e humano com lições sobre a vida e a morte.

“-Filho – ele disse -, nessa vida você vai trabalhar e se divertir. E quando os últimos dias chegarem, você vai olhar pra trás e descobrir que a vida foi apenas uma infinita sucessão de dias que remontam até a data de hoje. Mas se conseguir descobrir o que deve fazer da vida, aquilo que torna você quem você é, então provavelmente o jogo está vencido. Eu não descobri. A maioria dos homens não descobre. Você também não deve conseguir, mas o importante é tentar e jamais desistir, mesmo quando achar que está tudo acabado. Entendeu, filho?”

Achei interessante, também, o fato do autor pôr no final do livro como durou esse processo de escrita e também o de adaptação do livro para as telonas.

Eu ainda não assisti ao filme, mas logo o farei!

Espero que tenham gostado da resenha!

Até a próxima =)

Livro: Os Coletores
Autor: Eric Garcia
Editora: Suma de Letras
Páginas: 271

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