Resenha: Os Coletores

“Um novo amanhã chegou para todos. Graças à milagrosa tecnologia dos artiforgs, você poderá ter acesso a quaisquer órgãos artificiais de que seu corpo precise. Praticamente indestrutíveis, essas pequenas maravilhas de metal e plástico são muito mais confiáveis e eficientes do que os rins falíveis e os pulmões facilmente sujeitos a câncer com que você nasceu – e a Credit Union terá o maior prazer em proporcionar a você um sistema de pagamento viável. Só é importante que, se você cair em inadimplência, um dos dedicados profissionais da companhia lhe fará uma rápida visita, extrairá o produto e o levará de volta imediatamente. Fígado, coração, rim, pulmão, pâncreas, o que seja.”

Os coletores é um livro com uma temática diferente e muito interessante. Imagine viver no futuro onde todos os órgãos poderão ser substituídos por máquinas que duram 200 anos ou mais. E mesmo assim, imagine acabar morrendo por conta de uma simples falta de pagamento? Pois é, se você não pagar o financiamento do seu coração, rim, bexiga etc. infelizmente a cobrança chega sem perdão pelos coletores responsáveis das marcas de seus órgãos adquiridos, e você pagará com a própria vida!

Na história conhecemos mais a fundo a vida de um dos coletores da organização The Union. Desde como ele conseguiu esse emprego ao seu dia a dia arrancando das pessoas aquilo que elas não podem pagar. A narrativa é contada em tempos diferentes, em forma de carta lembrando do passado e voltando ao presente e vice e versa, mas com um texto muito bem estruturado pelo autor Eric Garcia.

A leitura flui fácil e sem enrolação, o que é muito bom pra matar as nossas curiosidades.
O livro Os Coletores é recheado de cenas (na minha cabeça) fortes e de bastante impacto, ao mesmo tempo que é delicado e humano com lições sobre a vida e a morte.

“-Filho – ele disse -, nessa vida você vai trabalhar e se divertir. E quando os últimos dias chegarem, você vai olhar pra trás e descobrir que a vida foi apenas uma infinita sucessão de dias que remontam até a data de hoje. Mas se conseguir descobrir o que deve fazer da vida, aquilo que torna você quem você é, então provavelmente o jogo está vencido. Eu não descobri. A maioria dos homens não descobre. Você também não deve conseguir, mas o importante é tentar e jamais desistir, mesmo quando achar que está tudo acabado. Entendeu, filho?”

Achei interessante, também, o fato do autor pôr no final do livro como durou esse processo de escrita e também o de adaptação do livro para as telonas.

Eu ainda não assisti ao filme, mas logo o farei!

Espero que tenham gostado da resenha!

Até a próxima =)

Livro: Os Coletores
Autor: Eric Garcia
Editora: Suma de Letras
Páginas: 271

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Resenha: O Lado Bom da Vida

“Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”.

Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que “é melhor ser gentil que ter razão” e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.”

A vida de Pat é confusa e desorientada, sem ter a menor noção dos anos que esqueceu ao sair do “lugar ruim” ele se apega com todas as suas forças a meta de conseguir viver com sua esposa novamente.

Pat vive seus dias querendo que os “dias separados” terminem o quanto antes e pra nós que lemos o livro, sentimos como é forte a convicção de alguém que sempre busca ver um lado positivo das coisas que acontecem em sua vida, mesmo quando tudo está desmoronando.

Além de seus problemas e enormes conflitos internos, Pat tem que conviver com a distância fria e calculada de seu pai que traz tristeza não só a ele como para sua mãe que se dedica em tempo integral a sustentar o equilíbrio da família.

Apesar do drama que é a vida de Pat, o autor traz ao livro momentos realmente inusitados e cômicos quando deixa clara a aversão do nosso personagem principal, em seu subconsciente, ao saxofonista Kenny G.

O Lado Bom da Vida tem um tremendo lado sombrio ao mesmo tempo em que consegue ser irônico com os problemas do protagonista. Todos sabemos que coisas ruins acontecem, mas aprendemos que dependendo de como lidamos com as circunstâncias, coisa boas podem florescer.

Não gosto muito de dar detalhes em minhas resenhas, para não acabar com a graça de quem ainda não leu o livro. Então, tendo dito isso, deixo claro que estou praticando ser gentil ao invés de ter razão. ;)

O Lado Bom da Vida é ter a chance de ler um livro tão tocante como esse.

Indico a todos!

Livro: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 254

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Resenha: A Hospedeira

“Melanie Stryder se recusa a desaparecer. Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo.

Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente.

Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.”

Basicamente, a sinopse do livro deixa bem claro o conteúdo literário. Mas vou acrescentar o meu ponto de vista mesmo assim…rs. ;)

Eu sou apaixonada por histórias Pós-Apocalípticas, ainda mais se estas ocorrem por invasão alienígena. Por esse motivo digo, que apesar de ser incomum juntar romance com ficção científica, a Hospedeira é um livro que acertou bem no ponto. Nada ficou demais na história, tudo teve seu peso e o equilíbrio da narrativa ficou perfeito.

A história te prende no universo de Melanie e Peregrina, te fazendo pensar como seria ficar presa dentro do seu próprio corpo, sem ter como expressar absolutamente nada ao mundo exterior.  Todos os conflitos de uma sociedade subjugada aos modos de uma nova civilização em um planeta considerado nosso é absolutamente instigante. A luta pela sobrevivência é cansativa e muito perigosa, mas apesar de toda a exaustão de um amanhã incerto, a raça humana mostra a força e a garra pra continuar existindo. Gostaria muito que, se um dia acontece algo do tipo em nosso planeta, pudéssemos lutar com a vontade com que lemos nas histórias e vemos nos filmes. =)

De resto, prefiro que vocês mesmos leiam. Sei que existem pessoas que não gostam da Saga Crepúsculo, isso vai, realmente, do gosto de cada um. Mas, peço para que não tenham preconceitos com o livro “A Hospedeira” por se tratar de uma obra da autora Stephenie Meyer, pois a história é realmente diferente. Através das palavras da autora refletimos, muitas vezes, sobre o que é ou não é ‘ser humano’. Pois isso vai muito além da nossa compreensão.

Ainda mais que, Você nunca sabe quanto tempo vai ter.”

Espero que tenham gostado e boa leitura a todo!

Livro:  A Hospedeira
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas: 557

 

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Resenha: Fome

Terminei de ler “Fome”, segundo livro da série Gone, e achei simplesmente fantástico.

Como já era de se esperar as coisas estão ficando ainda piores em Praia Perdida.

“Já faz três meses desde que todos com menos de quinze anos ficaram presos na bolha conhecida como LGAR (Limitado à Garotada da Alameda da Radiação). Três meses desde que todos os adultos sumiram. Simplesmente desapareceram, deixando todo mundo preso numa área de 32 Km cujo o centro é uma usina nuclear e onde ao redor estão os restos do que um dia foi uma cidade normal.”

Nesse segundo volume da série, Sam Temple está cortando um dobrado pra conseguir não só manter a cidade em ordem, como também não deixar que ninguém morra de fome.

Pois, “Fome”, tema central deste livro, é vista como o pior dos inimigos. A comida está escassa e todos estão desesperados sem ter o que comer. Dentro desse universo totalmente novo vemos loucuras sendo feitas em troca de comida.

Seu café da manhã apressado tinha sido uma lata de couve em conserva. Era incrível o que as pessoas conseguiam comer quando tinham fome o bastante.”

“É, estou preocupado. Ontem à noite um garoto matou e comeu um gato. O tempo todo, enquanto ele me contava isso, ele estava chorando. Soluçando. Ele também tinha um gato. Ele gosta de gatos. Mas estava com tanta fome que agarrou o bicho e…”

Além de presenciarmos o caos em meio a tanta desgraça que acontece neste livro, ainda conhecemos um pouco mais a fundo alguns personagens e outros totalmente novos. Entre eles, o pior e mais maligno, conhecido como Escuridão, que se encontra nas profundezas de uma mina e aos poucos passa a ter domínio sobre as mentes do LGAR dificultando ainda mais a luta pela sobrevivência.

Durante toda a leitura me senti ansiosa e apreensiva, pois a narrativa nos prende de tal forma que fica difícil deixar de ler. Senti-me a da mesma forma de quando eu li o primeiro livro da série, Gone. O autor Michael Grant não nos deixa tempo para respirar, tudo acontece muito rápido e a tensão da leitura nos faz sentir em câmera lenta, como se estivéssemos entorpecidos.

Espero de verdade que esse livro um dia se torne filme, apesar do receio de que a história do mesmo possa ser estragada como já ocorreu com muitos.

Bom, de qualquer forma, é certo que não vejo a hora de ler o próximo livro desta série e ver como tudo se desenrola.

Livro: Fome
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Páginas: 529

 

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Resenha: Quarto

Grande é o esplendor e horror dessa obra literária!

Sinopse: “Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o Quarto é o único mundo que existe. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua Mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, brincam e dormem! Ali há maravilhas infindáveis para soltar a imaginação. À noite, sua Mãe o fecha em segurança no Guarda-Roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é o lar de Jack, mas, para sua Mãe, é a prisão onde o Velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. A curiosidade de Jack vai crescendo, assim como o desespero da Mãe, e ela elabora então um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.”

O Quarto é considerado um best-seller pelo New York Times, denominado melhor livro do ano, e finalista de muitos prêmios literários. E não é pra menos, a história é extremamente magnífica, cativante e singular.

O que faz do Quarto tão único é a narrativa ter sido feita pelo pequeno menino Jack , e através dele com sua visão singela e inocente, podemos conhecer o que é estar na pele de uma criança e sentir o verdadeiro poder da imaginação.

O livro é brutal e aconchegante em diversos momentos. Durante toda leitura eu fui de um extremo a outro com os meus sentimentos. E não tinha como ser diferente, pois é tão forte e emocionante sabermos o que esta Mãe fez para tirar de seu filho o horror de uma realidade tão medonha, que o Quarto nos comove, arrebata e nos choca em alguns aspectos.

A capa do livro é lindíssima e muito bem estruturada com o conteúdo literário.

Eu posso afirmar com toda certeza que o Quarto está entre os meus livros favoritos, pois lê-lo fez de mim uma pessoa melhor.

O mundo “Lá Fora” nunca mais será o mesmo depois de você ter lido o Quarto.

Título: Quarto
Autora: Emma Donoghue
Editora: Verus
Páginas: 350
Ano: 2011

Veja o Book Trailer:

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