Resenha: A Culpa é das Estrelas

“Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dar a promessa de viver mais alguns anos – , o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.”

A Culpa é das Estrelas é singelo, comovente e brutal.

Após terminar a leitura, não consegui me concentrar em muita coisa. Só fiquei sentada durante um tempo, olhando para as paredes, para o teto, para o nada… absorvendo a simplicidade de uma história que me prendeu do início ao fim.

O que mais me tocou na escrita deste livro é o modo como o autor trata um assunto tão pesado com tamanha leveza. Trechos de humor e melancolia preenchem essas páginas de uma forma tão completa que nos faz esquecer o mundo a nossa volta.

Nossa protagonista é uma adolescente como qualquer outra, gosta de ficar na internet, ler, passear. Mas ela se diferencia não só por possuir uma doença que a consome dia após dia, mas também por ser engraçada e irônica apesar de enfrentar um câncer que a levará um dia embora para longe de seu pais, amigos e do mundo como ela conhece.

Apesar de aceitar sua morte com bravura, ela se preocupa com seus pais e a forma como enfrentarão sua ausência.

“Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.” Pág.15

As frases e pensamentos de ‘A Culpa é das Estrelas’ são realmente fantásticos. São tantas citações dignas de destaque que fica difícil escolher. Outra, que gostei muito, e nos faz refletir (ao menos, me fez refletir) foi esta aqui:

“Crianças com câncer são, no fundo, efeitos colaterais da mutação incessante que tornou a diversidade da vida na Terra possível.”Pág.50

Admito que demorei um pouco pra mergulhar nesta leitura, mas confesso que quando mergulhei, me entreguei por completo e de tal forma, que sinto como se conhecesse muito bem cada personagem ao ponto de me ver  sozinha e vazia ao término do livro.

É realmente, “você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais” depois que acabar.

Me desculpem, por não escrever uma resenha muito grande, até talvez, por não usar as palavras certas que expressem o quanto esse livro é bom. Mas, eu continuo com a minha meta de fazer resenhas sem dar spoilers e acabar com a graça de quem ainda não leu.

Espero de verdade, que vocês leiam ‘A Culpa é das Estrelas’, pois cada linha deste livro, na minha humilde opinião, foi pra mim, uma experiência muito boa.

Livro: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 283

{lang: 'pt-BR'}

Frases de Filmes: Quatro Amigas e um Casamento

“- E então como se chama despedida de solteira sem a noiva?
– Não sei, sexta-feira?!”

“Gosto de elogiar uma mulher porque ela merece e não porque precisa de atenção.” (Quatro amigas e um casamento)

{lang: 'pt-BR'}

Resenha: O Lado Bom da Vida

“Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”.

Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que “é melhor ser gentil que ter razão” e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.”

A vida de Pat é confusa e desorientada, sem ter a menor noção dos anos que esqueceu ao sair do “lugar ruim” ele se apega com todas as suas forças a meta de conseguir viver com sua esposa novamente.

Pat vive seus dias querendo que os “dias separados” terminem o quanto antes e pra nós que lemos o livro, sentimos como é forte a convicção de alguém que sempre busca ver um lado positivo das coisas que acontecem em sua vida, mesmo quando tudo está desmoronando.

Além de seus problemas e enormes conflitos internos, Pat tem que conviver com a distância fria e calculada de seu pai que traz tristeza não só a ele como para sua mãe que se dedica em tempo integral a sustentar o equilíbrio da família.

Apesar do drama que é a vida de Pat, o autor traz ao livro momentos realmente inusitados e cômicos quando deixa clara a aversão do nosso personagem principal, em seu subconsciente, ao saxofonista Kenny G.

O Lado Bom da Vida tem um tremendo lado sombrio ao mesmo tempo em que consegue ser irônico com os problemas do protagonista. Todos sabemos que coisas ruins acontecem, mas aprendemos que dependendo de como lidamos com as circunstâncias, coisa boas podem florescer.

Não gosto muito de dar detalhes em minhas resenhas, para não acabar com a graça de quem ainda não leu o livro. Então, tendo dito isso, deixo claro que estou praticando ser gentil ao invés de ter razão. ;)

O Lado Bom da Vida é ter a chance de ler um livro tão tocante como esse.

Indico a todos!

Livro: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 254

{lang: 'pt-BR'}