Resenha: 72 Horas para Morrer (Book Tour)

Sinopse: Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você!

“O Carro pertence à sua namorada.”

Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista. 72 Horas para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.

O livro é brutalmente tenso.

Quando comecei a leitura de 72 Horas para Morrer, achei que seria um livro previsível, mas logo no primeiro capítulo me surpreendi. O autor Ricardo Ragazzo te leva entre as palavras sem que você sinta o tempo transcorrer. O livro é objetivo e cheio de mistérios, além de envolvente e muito angustiante.

As descrições de cenas brutais e de muito terror ficam na mente como se eu estivesse presente na cena do crime.

A estória é recheada de tortura, sangue e morte e o melhor (pra mim…rs) é que o envolvimento durante a leitura é tão grande, que a corrida contra o tempo para chegar ao assassino nos leva a mergulhar dentro das páginas desse livro de tal forma que nos sentimos fazendo parte da trama.

Em muitos livros, torcemos ou buscamos nos identificar, de alguma forma, com algum personagem da estória, mas em 72 Horas para Morrer é bem difícil decidir que rumo tomar. Todos os personagens descritos na trama nos prendem e ao mesmo tempo, no primeiro momento de dúvida, os soltamos fácil. Acredito que isso tenha sido um jogo proposital do autor para deixar o leitor ainda mais confuso e apreensivo durante a leitura.

Não gosto de dizer detalhes do livro nas minhas resenhas, porque acredito que o que mais vale é aguçar a curiosidade, deixando para os leitores a descoberta sobre o desenrolar da estória.

72 Horas para Morrer é o tipo de livro que indico a quem procura sair da mesmice. E posso garantir que o suspense e a expectativa causados pelo autor não decepciona no final.

Fica a dica de leitura pessoal!

Até a próxima!

Livro: 72 Horas para Morrer
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Novo Século
Ano: 2011
Páginas: 254

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Resenha: Estado de Graça

Sinopse: A Dra. Marina Singh trabalha para uma empresa norte-americana que financia o desenvolvimento de uma nova droga na Amazônia. À frente da pesquisa está a Dra. Annick Swenson, que descobriu uma tribo isolada na floresta cujas mulheres permanecem férteis por toda a vida e dão à luz filhos saudáveis depois dos 60 anos, graças ao hábito de mascarem a casca de determinada árvore. Um medicamento feito a partir dessa substância significaria a solução para os problemas de fertilidade de mulheres em todo o mundo.

Implacável e intransigente, a Dra. Swenson faz de tudo para proteger sua pesquisa dos olhos ambiciosos da indústria farmacêutica e manter em segredo as informações sobre o progresso com os estudos. Após a morte de um colega de laboratório, Marina é enviada ao Brasil com o objetivo de encontrar respostas. Numa odisseia pela Amazônia infestada de insetos, Estado de graça convida o leitor a desvendar os mistérios guardados no coração da floresta.

Li a sinopse deste livro e logo de cara fiquei interessada na leitura. Admito que também adorei a capa de ‘Estado de Graça’, parece um livro velho e amarelado e a textura é muito gostosa de sentir.

A autora Ann Patchett proporciona ao leitor uma viagem ao coração da Amazônia, ao mesmo tempo instigante e atordoante. Vários mistérios durante a narrativa me deixaram intrigada, mas, infelizmente, enquanto o final do livro se aproximava, comecei a ficar angustiada, pois minhas dúvidas foram crescendo e as repostas foram ficando cada vez mais enigmáticas.

A leitura é muito fácil e simples, mas na minha opinião o livro poderia ter sido um pouquinho mais longo. Acho que algumas coisas passaram batidas durante a estória e muita coisa ficou no “ar”. Sem explicações aprofundadas e com muitas teorias do que pode ter acontecido, ‘Estado de Graça’ é um daqueles livros que deixa o final aberto. Entende? Do tipo que diz pra você assim: – Podem ter acontecido diversas coisas diferentes, e você que fique com a opção de escolher o que acha que aconteceu.

Talvez isso seja um problema meu mesmo, não gosto muito de suposições. Então, por isso o final do livro não me agradou muito.

Mas mesmo assim, Estado de Graça vale a pena! =)

Livro: Estado de Graça
Autora: Ann Patchett
Editora: Intrínseca
Páginas: 304

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Resenha: Noite Eterna

Sinopse: O aguardado desfecho da Trilogia da Escuridão, do premiado cineasta Guillermo Del Toro em parceria com Chuck Hogan, chega às mãos dos leitores em “Noite Eterna”.

Já se passaram dois anos desde que a epidemia de vampiros se espalhou pelo globo, e agora toda raça humana encontra-se à beira da aniquilação. Enquanto o inverno nuclear cai sobre a Terra e o sol infiltra-se apenas por duas horas a cada dia na atmosfera envenenada do planeta, a noite eterna persiste e o ambiente é perfeito para a propagação da peste. (…)”

Quando terminei de ler o segundo livro – A Queda – fiquei chocada com o final. Pois, simplesmente, queria continuar a leitura e não podia. O livro terminou de uma forma totalmente agoniante que eu precisava saber desesperadamente o que acontecia com os personagens.

Bom, quando finalmente tive em minhas mãos o último livro da trilogia da Escuridão – Noite Eterna – devorei-o rapidamente… quero dizer, li-o rapidamente. =)

O livro dá um pulo de 2 anos na história, o que é muito bom, porque dessa forma, sentimos os efeitos de um futuro devastador, após o surgimento desses seres malignos que se apossaram do planeta.

Todo o lado sombrio e opressor presente nos dois primeiros livros, está ainda pior em ‘Noite Eterna’.

A raça humana foi sobrepujada por uma raça “superior”. Vivemos em um mundo onde somos tratados da mesma forma em que criamos os animais no qual, hoje, nos alimentamos. Toda uma civilização presa para ser utilizada em um único propósito: acabar com a fome da nova raça que caminha sobre esta terra.

Além de toda tristeza e falta de esperança, a resistência humana continua ativa, se mantendo viva, lutando por um futuro em um planeta, que até então, encontra-se devastado.

Vale ressaltar, que o final do livro nos deixa com uma sensação de vazio e descrença de que o livro, realmente, chegou ao fim. Cheguei a cogitar a hipótese, um pouco antes do desfecho final, que talvez houvesse um quarto livro que eu desconhecesse, tamanha a sensação de “não é possível que o final esteja mesmo nessas páginas!” Mas acreditem, o final estava mesmo naquelas páginas…. e mesmo, não sendo o tipo de final que eu esperaria, não fiquei chateada.

A leitura desta série foi maravilhosa. Lia o livro roendo as unhas e sempre apreensiva, querendo saber o que aconteceria nas páginas seguintes.

Espero que vocês também curtam este livro, assim como eu curti!

Ps: Mas não se esqueçam, esse livro trata-se de um 3º volume de uma trilogia. Então, leiam os primeiros dois livros antes de pegar nas mãos o Noite Eterna… ok?

Boa leitura a todos!

Livro: Noite Eterna – Trilogia da Escuridão
Autores: Guillermo Del Toro e Chuck Hogan
Editora: Rocco
Páginas: 414

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Resenha: A Culpa é das Estrelas

“Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dar a promessa de viver mais alguns anos – , o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.”

A Culpa é das Estrelas é singelo, comovente e brutal.

Após terminar a leitura, não consegui me concentrar em muita coisa. Só fiquei sentada durante um tempo, olhando para as paredes, para o teto, para o nada… absorvendo a simplicidade de uma história que me prendeu do início ao fim.

O que mais me tocou na escrita deste livro é o modo como o autor trata um assunto tão pesado com tamanha leveza. Trechos de humor e melancolia preenchem essas páginas de uma forma tão completa que nos faz esquecer o mundo a nossa volta.

Nossa protagonista é uma adolescente como qualquer outra, gosta de ficar na internet, ler, passear. Mas ela se diferencia não só por possuir uma doença que a consome dia após dia, mas também por ser engraçada e irônica apesar de enfrentar um câncer que a levará um dia embora para longe de seu pais, amigos e do mundo como ela conhece.

Apesar de aceitar sua morte com bravura, ela se preocupa com seus pais e a forma como enfrentarão sua ausência.

“Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.” Pág.15

As frases e pensamentos de ‘A Culpa é das Estrelas’ são realmente fantásticos. São tantas citações dignas de destaque que fica difícil escolher. Outra, que gostei muito, e nos faz refletir (ao menos, me fez refletir) foi esta aqui:

“Crianças com câncer são, no fundo, efeitos colaterais da mutação incessante que tornou a diversidade da vida na Terra possível.”Pág.50

Admito que demorei um pouco pra mergulhar nesta leitura, mas confesso que quando mergulhei, me entreguei por completo e de tal forma, que sinto como se conhecesse muito bem cada personagem ao ponto de me ver  sozinha e vazia ao término do livro.

É realmente, “você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais” depois que acabar.

Me desculpem, por não escrever uma resenha muito grande, até talvez, por não usar as palavras certas que expressem o quanto esse livro é bom. Mas, eu continuo com a minha meta de fazer resenhas sem dar spoilers e acabar com a graça de quem ainda não leu.

Espero de verdade, que vocês leiam ‘A Culpa é das Estrelas’, pois cada linha deste livro, na minha humilde opinião, foi pra mim, uma experiência muito boa.

Livro: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 283

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Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

As Vantagens de Ser Invisível é um estilo de livro juvenil, mas que aborda assuntos um tanto quanto sérios demais.

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

Charlie, nos mostra que está oprimido entre várias sensações e descobertas da adolescência. Na escola enfrenta problemas de reclusão até fazer amizade com Sam e Patrick, que ele considera os melhores amigos do mundo. Aos poucos a vida do nosso protagonista vai mudando, ao mesmo tempo em que outros problemas vão surgindo.

O livro é totalmente singelo e tocante.

Em todas as crises de choro e a agonia vivida por Charlie, faz com que nos transportemos para dentro de seus problemas. Que apesar de parecerem pequenos, são maiores do que se imagina.

Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a este amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Muitas frases cheias de significados são ditas por esse adolescente que parece bem mais velho do que realmente é. Coisas simples, mas que mexem com a gente durante a leitura.

Um dos trechos que eu li e realmente me tocou foi este:

“Quando estava indo pra casa, só conseguia pensar na palavra “especial”. E pensei que a última pessoa que me disse isso foi a tia Helen. Foi muito bom ter ouvido isso novamente. Porque acho que todos nós esquecemos às vezes. E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso.”

Porque se pararmos pra pensar, quantas vezes você fala para as pessoas que são importantes em sua vida o quanto elas são especiais? O quanto usamos a palavra especial afinal? Foi isso que me emocionou, porque é uma palavra tão simples e que ilumina qualquer pessoa que a ouve.

Agora, se eu pudesse definir esse livro com uma única frase esta seria:

“Me sinto infinito”.

Porque com Charlie eu entendi o que isso significa.

Se sentir infinito é se sentir no máximo da vida, em um momento onde tudo é possível, mesmo que nada demais tenha acontecido. É se sentir pleno e perfeito ao mesmo tempo, mesmo que seja por, apenas, um instante.

A história do livro transcorre durante a década de 90, mas poderia ser contada em qualquer época, pois os dramas e as reflexões são completamente atemporais.

Bom, eu gostei muito do livro e espero que vocês gostem. =D

Livro: As Vantagens de Ser Invisível
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco – Jovens Leitores
Páginas: 223

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